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E o coração se agita e grita no vazio da alma…
Mas nada é tão silencioso
E nenhum silêncio tão sufocante…
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Neo

Pincelada…

pincelada

A madrugada nos olhos de uma criança extasiada caça palavras perdidas… 

Inocência,

Experiência…

Um silêncio que rasteja

Uma poesia que escapa…

Sonhos que se espalham com fome de vida, sobre uma folha preenchida no silêncio que escapa da poesia que se deita em cada cor…

Basta uma pincelada…

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Neo

Baseado no texto Enlevo”, do blog Sonho no Sonho ( um jogo de palavras em homenagem a um texto tão espetacular…)

Incerto…

incerto

Vivemos pensando como seria a vida se ela não fosse como é agora.

Numa roda de amigos, num papo informal, num desabafo, no desgaste do dia a dia. A pergunta sempre está lá. Aparece e não quer calar. Não acha resposta. Não aceita meias verdades.

E se as escolhas tivessem sido diferentes? E se eu não tivesse escolhido?

A verdade é que não dá pra saber. Que não dá pra viver imaginando como teria sido o que na verdade não foi. A verdade é que fazemos escolhas todos os dias, horas, minutos e segundos.

Escolhas…

De um passado afetando um presente e tornando o futuro… incerto.

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Neo

Veio…

insoneQuando me vi tendo de viver comigo apenas e com o mundo, você me veio como um sonho bom e me assustei. Não sou perfeito.

A riqueza que nós temos ninguém consegue perceber.

E de pensar nisso tudo… eu, homem feito, tive medo e não consegui dormir…

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Neo

Da música de Renato Russo, traduzindo sensações vivas

Ares de Abandono

De todos os planos que foram feitos, nenhum ficou pra contar a história. É impressionante ver como uma vida, duas vidas, várias vidas se entrelaçam de maneira inesperada e inevitável. Sem eira nem beira, sem rumo, sem volta…

E justamente este fato de não ter volta me faz pensar na brevidade das coisas, dos encontros e até mesmo da vida. Quando os dias não confirmam os planos, quando os planos não confirmam os sonhos, quando os sonhos se despedaçam e destroem a vida. Porque não se vive sem sonho. E também não se sonha sem esperança. E não se espera sem vida.

Pode parecer estranho e confuso, mas é exatamente como me sinto: estranho e confuso. Não me acho mais em mim, nem nos meus sonhos e muito menos na esperança que eu costumava ter. O poeta disse que o descompasso e o desperdício são herdeiros da virtude que perdemos. E se a esperança for uma virtude? E se a gente perder a única virtude que nos mantém vivos?

Muitas perguntas, nenhuma resposta… como sempre. E acho até que já falei disso em algum momento. E acho que estou começando a me repetir, dado o desespero da falta de palavras.

Mas é que meu mundo gira em círculos. A tontura não me deixa pensar com clareza. Talvez por isso o abandono das palavras…

Não apenas ares de abandono, mas um abandono completo.

Quero continuar, permanecer. Quero estar e quero ser. Quero ficar e aprender. Quero amar e te ter…

Quero tudo, mesmo não tendo nada….

Mas quero o que mais importa… você!

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Neo

Você Sempre Soube…

Às vezes nunca sei se “as vezes” leva crase. E as vezes nunca sei em que ponto acaba a frase.

Toda frase acaba num riso de auto-ironia. Você sempre soube. Eu não sabia

E se eu escrevesse “sem” com s ou “cem” com c? Por acaso faria alguma diferença?

Que diferença faria?

O que você faria no meu lugar… se tivesse pra onde ir e não tivesse que esperar?

O que você faria se tivesse que fugir… e não pudesse escapar?

Você sempre soube que eu não conseguiria…

Quando a frase acaba tarde fica tudo pro outro dia. Você sempre soube…

Eu não sabia.

Às vezes não entendo o que você quer dizer quando fica calada.

É como ficar esperando cartas que nunca vão chegar. Não vão chegar com “x” e nem com “ch”…

É como ficar esperando horas que custam a passar…

É como ficar desesperado de tanto esperar

Olhando pela janela até aonde a vista alcançar

Relendo velhas cartas até a vista cansar…

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Neo

Da música dos Engenheiros (adaptado) – Uma releitura do texto publicado no TOS em 22/10/2008 

Ensaio…

De que jeito ficará?

Por onde foi cambalear quem deixou sem muro, grade ou portão a nossa solidão que nunca foi de passear

Desatina numa usina fabricando amor e se faz de morta por supor que é só um ensaio…

Sendo assim me resta então aproveitar delícias neste caos

Seguir enfim nas curvas desta espiral os improvisos que interessam mais

Enquanto eu for capaz de me surpreender….

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Neo

Da música de Jay Vaquer