Olhos fechados…
Nesta escuridão parcial e forçada tento ler as entrelinhas do tempo, a mensagem por trás da mensagem, o que se quer dizer mesmo quando não se quer dizer nada.
Na ânsia por uma luz me cobro e me cubro de perguntas infinitas e envoltas pelo silêncio da resposta que nunca chega e pelo suspense que deixa a alma flutuando num mar de incertezas, de confusão, de sentimentos e reações que formam uma cadeia de erros e tentativas de acertos. Uma busca incessante da solução, da realização de um sonho, do alento de um pouco de paz.
Tento acordar do pesadelo da distância, da saudade que se instalou, mas não há para onde ir. Tento entender o que você quer me dizer. Tento entender as perguntas pra pensar nas respostas. Tento achar as respostas que vão colocar fim as perguntas. Mas não ouço. Não encontro. Não acerto. Não desisto…
Abro os olhos. Não há como e nem porque. Não existem respostas. Mas também não existem palavras que sejam suficientes pra explicar o sentimento que tomou conta de mim quando te vi. Nem pra traduzir a profundidade e intensidade do que ele representa. Basta dizer que você é tudo.
Ainda existe a espera. O tempo. A distância. A saudade.
Mas acima e além de todas estas coisas há o que é permanente: o amor.
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Neo








