Mesmo que não Faça Sentido

introspeccao

Um dia alguma coisa começou…

A vida começou, a história, a rotina da construção e da desconstrução do dia a dia da vida, dos relacionamentos, das confusões… e acabou que de repente eu sentia falta de algo que não tinha. Que nunca tive…

E depois disso passei a viver muito menos e escrever muito mais. Palavras, palavras, palavras… entrecortadas por pontos, vírgulas e reticências… como agora…

Seria falta do que dizer? Não…

Seria mais excesso do que dizer e a falta de jeito para organizar as idéias de forma que se tornem “entendíveis”. Mesmo assim continuava o desafio entre construção e desconstrução, leituras e escritas, expressões e impressões. 

No meio do caminho algo falava sobre fragilidade. Fragilidade retida, fragilidade escondida. Afinal, todos temos uma fragilidade. Quem escreveu dizia ter tomado uma decisão de liberar o que estava retido há tempos e esperar pra ver o que acontecia. Mas aí o que tinha se transformado em fragilidade ligava-se a inevitáveis lembranças que se transformaram em nuvens carregadas e mansas… mas carregadas.

Talvez um passado mal resolvido… que dizem por aí não ser passado, mas sim presente. 

As nuvens eram a fragilidade da alma transformada em chuva na mente e no coração. Lágrimas. E agora restava a torcida para que o choro passasse. Mas ele só passaria depois de aliviar a alma. Aliviar de nuvens mansas e carregadas, ávidas por uma oportunidade de lançar o peso da fragilidade que sentia e escondia. Depois disso chegaria a hora de decidir por continuar escondendo… ou não…

Me lembrei novamente de que um dia alguma coisa começou. Um dia esta coisa vai terminar. Que termine bem.

Sem nuvens…

Sem lágrimas…

By Neo

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4 pensamentos sobre “Mesmo que não Faça Sentido

  1. Engraçado.

    Algum dia perdido no passado eu, como muitas pessoas e definitivamente foi seu caso, percebi que eu tinha muito dentro de mim. Milhares de coisas que eu queria botar pra fora. Algumas por fazerem mal, algumas por serem boas demais.

    E eu tentei de tudo – desenho, pintura, dança, música – antes de encontrar o método mais fácil, que eram as palavras. E sabe por quê? Acho que porque no fundo eu tinha medo de encarar minhas “nuvens” .. precisei de maturidade pra ver que precisava chorá-las pra fora.

    Abraços

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