Senhores Passageiros…

Nada de apertar os cintos. Pelo contrário… o desafio é deixar o coração bater no ritmo mais cadenciado pra lembrar do cheiro de infância que lhes proponho…

No início não era nada disso, mas tornou-se. Tornou-se lembrança. Daquele menino que escrevia melodias para canções sem letra. Para ele, tudo era possível. Em uma árvore todas as possibilidades inimagináveis…

Diante dele se desenhavam pistas em duplo sentido levando para a Terra do Nunca. Ele, claro, era o motorista que guiava aquele veículo de faz de conta. Os passageiros eram os galhos de alguma árvore imensa que lhe servia pra aventura de qualquer tarde ensolarada. As paradas imaginárias recebiam um toque de realidade quando o lanche “dos passageiros” era alguma manga colhida em alguns dos galhos que minutos atrás eram parte do seu veículo. E dessa forma a vida seguia…

Lá em baixo, grama verde tornava-se campo de batalha, plantações de trigo ou qualquer outra coisa que tivesse a centenas de pés abaixo dele e seus sonhos.

Hoje o menino cresceu e ainda escreve melodias para canções sem letras, mas agora voa com asas emprestadas e vê duplo sentido apenas nas palavras dirigidas a ele, pois já não consegue ver a vida como antes e isso faz também com que suas canções permaneçam inacabadas. Porém, nada é pior que sua falta de imaginação…

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Neo

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