Esquadros II

por Roberta Albano

“Eu ando pelo mundo prestando atenção em cores que eu não sei o nome” e as luzes da cidade brilham mais forte enquanto passo. As luzes se misturam a mim, não de alguma forma estranha, elas se juntam ao meu sentimento; elas me fazem sorrir. O vento frio da noite sopra em minha face, me arrepio por um tempo até ser aquecida pelo movimento. Algumas gotas de chuva começam a cair na pele. O frio volta. Mas quando a chuva aperta e muitas delas caem em mim juntas é quase como se fosse um toque. Como um toque de algo maior. Sinto a noite me abraçar. Como poderia me sentir insegura só porque é tarde? É como se ela estivesse em mim. É como se ela fosse eu, em alguns momentos. Ando mais rápido e vejo as luzes se estenderem para trás, e se misturarem com outras. E vejo a luz refletida nas gotículas de chuva pousadas nas folhas de árvore. E a vejo nas poças d’água formadas no chão. E mais a lua e todas as estrelas. Talvez seja a primeira vez que noto que não há escuridão alguma na noite; a escuridão está naqueles que não acharam as luzes.

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