Contraponto

Me vejo novamente no mesmo ponto. Aquele ponto de encontro, bifurcação, encruzilhada, generalização comum de uma indecisão antiga. Vejo um novo personagem de uma mesma história que se desenrola através do tempo e que se renova como o vento que nasce e passa sem que ninguém saiba seu rumo.

Me vejo novamente diante de um espelho sem reflexo, um personagem sem face, um rosto sem expressão, querendo renascer das cinzas de um amor perdido em um beijo roubado.

Vejo as mesmas cenas que sonhei a noite passada, mas não tive tempo de me antecipar aos fatos. Ficou apenas a sensação de ter visto isso antes. Mas passou, eu passei, eles passarão, eu passarinho, como já disse o poeta em tempos passados.

Eu fico, o espelho se quebra, a face se fecha e o rosto reflete as marcas de beijos perdidos entre amores roubados por ventos estranhos e sombrios… e indecisos, generalizado nesta encruzilhada, bifurcação, ponto de encontro.

Ponto…

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Neo

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4 pensamentos sobre “Contraponto

    • Oi Isa… problema nenhum. Prazer todo meu..

      Com certeza. Os caminhos são os mais variados, as vezes fáceis, mas normalmente difícies..
      Mas sem isso, que graça teria a vida não é?

      Beijo

      Neo

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