O Tempo Que Não se Pode Medir…

Quanto tempo dura um mês? E três?

Pode ser o tempo que a vida levou pra se descobrir… e valer a pena.

Pode ser o tempo que o amor levou pra descobrir que sempre esteve ali e que existia mesmo antes do encontro.

Pode ser apenas uma medida de horas e dias.

E quando algo ultrapassa esta ditadura cronológica e rompe a barreira dos sentidos?

Talvez isso explique aquela sensação que se tem ao sentir que conhece aquela pessoa desde sempre, mesmo tendo acabado de conhecê-la. Talvez seja isso que liga duas pessoas e as une num ‘grande amor’. Talvez seja isso que faz com que o “grande amor” seja único na vida e não volte a acontecer. Não da mesma forma. Talvez seja isso o que chamam de afinidade.

Esta ligação intensa nasce imediatamente e ultrapassa qualquer forma e fórmula de tempo. E aí já não existe explicação através de palavras. É fato. É interpessoal. Não tem a ver com aparência nem nada. Existe na forma de comunicação além de tudo que é fisico e nos mantém sintonizados com aquela pessoa. Ligados à ela.

Afinidade…

Não é o mais brilhante, mas é o mais sutil, delicado e penetrante dos sentimentos. Não importa o tempo, a ausência, os adiantamentos, a distância, as impossibilidades…

É a vitória do subjetivo sobre o objetivo, do permanente sobre o passageiro. É ficar, ainda que de longe, pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam, comovem e sensibilizam. É receber o que vem de dentro com uma aceitação anterior ao entendimento.

É perceber um tempo que não se pode medir. É o que dá ao amor o toque de mágica que faz com que ele seja único… por 3 dias, 3 meses, 3 anos… a vida inteira.

É olhar nos olhos e ver que existe um futuro, bem ali. Aliado do tempo e da sede de viver. Apenas um.

É algo que o tempo não tem como medir…

Afinidade é “sentir com…”

Nem sentir contra, nem sentir para…

Sentir com é não ter necessidade de explicação do que está sentindo.

É quando a explicação está nos olhos. No desejo incontrolável de estar e de ser.

Estar junto. Ser amado.

É olhar e perceber…

___

Neo

Citações: Afinidade, by Arthur da Távola (trechos)

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9 pensamentos sobre “O Tempo Que Não se Pode Medir…

  1. Me fez lembrar:

    “Se eu pudesse escolher / Outra forma de ser / Eu seria você. / E a saudade em mim agora / Quanto tempo será que demora / Um mês pra passar? / … Mas daqui a um mês / Quando você voltar / A lua vai tá cheia / E no mesmo lugar…” (Biquini Cavadão – Quanto tempo demora um mês)

  2. “E aí já não existe explicação através de palavras.” Mas vc fez isso mto tb. O seu texto me tocou, me emocionou, me deixou aliviada, me fez muito bem. Fez a minha razão entender coisas que só o coração já compreendia tão bem. Aqui minha parte preferida: “Sentir com é não ter necessidade de explicação do que está sentindo. É quando a explicação está nos olhos. No desejo incontrolável de estar e de ser.”
    Parabéns pelo texto e obg pela visita! bjs!

  3. Neo,

    Eu concordo que descobrir afinidades é uma delícia, e isso independe do tempo que transcorreu. O porém, no meu caso, é a auto-sugestão, sabe? Às vezes tento me convencer de que existe algo onde só há uma lacuna.

    * Momento Terapia Online

    Rs

    Beijo, beijo.

    ℓυηα

  4. Neo,

    O tempo demarca o que foi do que é, porém é incapaz de estabelecer fronteiras na nossa alma.

    “Minha alma é um bolso onde guardo minhas memórias vivas. Memórias vivas são aquelas que continuam presentes no corpo. Uma vez lembradas, o corpo ri, chora, comove-se, dança… O que a memória amou fica eterno.” Adélia Prado.

    Beijo,
    Inês

  5. Neo querido,

    Sabe que essas coisas do tempo são muito estranhas. Às vezes tenho a sensação de que um mês durou uns três meses. Noutras, parece-me que um mês durou uma semana apenas… Tem dias que duram uns três, quando é de noite, lembro-me do amanhecer daquele dia, parece que foi há tanto tempo…
    Acho que não tem sentimento mais bacana que a afinidade. Quando temos afinidade com uma pessoa, nos prendemos a ela sem estarmos presos. É uma delícia. Saber que tem alguém neste imenso universo que nos compreende, ou ainda, que nem compreende, mas respeita e entende com o coração. Afinidade é o entedimento do coração…

    Beijos

    Carla

  6. Eu sempre acreditei que o tempo é algo supérfluo. Que o que realmente importa são suas atitudes no momento. O que vai definir se algo é eterno ou não, não é o tempo que durou. Mas a intensidade com que aconteceu!

    De volta Neo. ;*

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