Verb…

E de repente ele acordou naquela noite como se nunca tivesse dormido. Se apertou naquele corredor estreito da sua vida insignificante, como ele mesmo achou que fosse e decidiu fazê-la desta forma.

Forma como ele também via muitas coisas ao seu redor. Coisas, pessoas, tudo que para ele  não fazia sentido.

Sentido, sentimento, sensações… nada disso o fazia mudar de idéia ou se livrar daquele fardo que ele mesmo fez questão de colocar nas costas.

Costas que doíam como nunca. Devia ser o peso na consciência, que agora se espalhara por todos os lados fazendo com que ele se sentisse um velho.

Velho, mais por uma fixação de sua cabeça do que pela própria idade.

Idade que ele já nem lembrava mais, ou nem fazia questão que soubessem. Até mesmo pra se manter longe de felicitações e desejos de felicidade e sorte.

Sorte que ele jurava nunca ter visto nem de longe. Naquela sua mania de se achar um desafortunado, esquecido, abandonado.

Abandono que se tornara sua desculpa perfeita pra se manter longe dos sonhos, que ele costumava chamar de pesadelos.

Pesadelo que de repente o acordou naquela noite…

Como se nunca tivesse dormido…

Apertado naquele corredor estreito…

___

Neo

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