Você Sempre Soube…

Às vezes nunca sei se “as vezes” leva crase. E as vezes nunca sei em que ponto acaba a frase.

Toda frase acaba num riso de auto-ironia. Você sempre soube. Eu não sabia

E se eu escrevesse “sem” com s ou “cem” com c? Por acaso faria alguma diferença?

Que diferença faria?

O que você faria no meu lugar… se tivesse pra onde ir e não tivesse que esperar?

O que você faria se tivesse que fugir… e não pudesse escapar?

Você sempre soube que eu não conseguiria…

Quando a frase acaba tarde fica tudo pro outro dia. Você sempre soube…

Eu não sabia.

Às vezes não entendo o que você quer dizer quando fica calada.

É como ficar esperando cartas que nunca vão chegar. Não vão chegar com “x” e nem com “ch”…

É como ficar esperando horas que custam a passar…

É como ficar desesperado de tanto esperar

Olhando pela janela até aonde a vista alcançar

Relendo velhas cartas até a vista cansar…

___

Neo

Da música dos Engenheiros (adaptado) – Uma releitura do texto publicado no TOS em 22/10/2008 

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2 pensamentos sobre “Você Sempre Soube…

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