Ares de Abandono

De todos os planos que foram feitos, nenhum ficou pra contar a história. É impressionante ver como uma vida, duas vidas, várias vidas se entrelaçam de maneira inesperada e inevitável. Sem eira nem beira, sem rumo, sem volta…

E justamente este fato de não ter volta me faz pensar na brevidade das coisas, dos encontros e até mesmo da vida. Quando os dias não confirmam os planos, quando os planos não confirmam os sonhos, quando os sonhos se despedaçam e destroem a vida. Porque não se vive sem sonho. E também não se sonha sem esperança. E não se espera sem vida.

Pode parecer estranho e confuso, mas é exatamente como me sinto: estranho e confuso. Não me acho mais em mim, nem nos meus sonhos e muito menos na esperança que eu costumava ter. O poeta disse que o descompasso e o desperdício são herdeiros da virtude que perdemos. E se a esperança for uma virtude? E se a gente perder a única virtude que nos mantém vivos?

Muitas perguntas, nenhuma resposta… como sempre. E acho até que já falei disso em algum momento. E acho que estou começando a me repetir, dado o desespero da falta de palavras.

Mas é que meu mundo gira em círculos. A tontura não me deixa pensar com clareza. Talvez por isso o abandono das palavras…

Não apenas ares de abandono, mas um abandono completo.

Quero continuar, permanecer. Quero estar e quero ser. Quero ficar e aprender. Quero amar e te ter…

Quero tudo, mesmo não tendo nada….

Mas quero o que mais importa… você!

____

Neo

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