Pincelada…

pincelada

A madrugada nos olhos de uma criança extasiada caça palavras perdidas… 

Inocência,

Experiência…

Um silêncio que rasteja

Uma poesia que escapa…

Sonhos que se espalham com fome de vida, sobre uma folha preenchida no silêncio que escapa da poesia que se deita em cada cor…

Basta uma pincelada…

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Neo

Baseado no texto Enlevo”, do blog Sonho no Sonho ( um jogo de palavras em homenagem a um texto tão espetacular…)

Você Sempre Soube…

Às vezes nunca sei se “as vezes” leva crase. E as vezes nunca sei em que ponto acaba a frase.

Toda frase acaba num riso de auto-ironia. Você sempre soube. Eu não sabia

E se eu escrevesse “sem” com s ou “cem” com c? Por acaso faria alguma diferença?

Que diferença faria?

O que você faria no meu lugar… se tivesse pra onde ir e não tivesse que esperar?

O que você faria se tivesse que fugir… e não pudesse escapar?

Você sempre soube que eu não conseguiria…

Quando a frase acaba tarde fica tudo pro outro dia. Você sempre soube…

Eu não sabia.

Às vezes não entendo o que você quer dizer quando fica calada.

É como ficar esperando cartas que nunca vão chegar. Não vão chegar com “x” e nem com “ch”…

É como ficar esperando horas que custam a passar…

É como ficar desesperado de tanto esperar

Olhando pela janela até aonde a vista alcançar

Relendo velhas cartas até a vista cansar…

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Neo

Da música dos Engenheiros (adaptado) – Uma releitura do texto publicado no TOS em 22/10/2008