Você Sempre Soube…

Às vezes nunca sei se “as vezes” leva crase. E as vezes nunca sei em que ponto acaba a frase.

Toda frase acaba num riso de auto-ironia. Você sempre soube. Eu não sabia

E se eu escrevesse “sem” com s ou “cem” com c? Por acaso faria alguma diferença?

Que diferença faria?

O que você faria no meu lugar… se tivesse pra onde ir e não tivesse que esperar?

O que você faria se tivesse que fugir… e não pudesse escapar?

Você sempre soube que eu não conseguiria…

Quando a frase acaba tarde fica tudo pro outro dia. Você sempre soube…

Eu não sabia.

Às vezes não entendo o que você quer dizer quando fica calada.

É como ficar esperando cartas que nunca vão chegar. Não vão chegar com “x” e nem com “ch”…

É como ficar esperando horas que custam a passar…

É como ficar desesperado de tanto esperar

Olhando pela janela até aonde a vista alcançar

Relendo velhas cartas até a vista cansar…

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Neo

Da música dos Engenheiros (adaptado) – Uma releitura do texto publicado no TOS em 22/10/2008 

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A Tua Ausência….

Um vazio do tamanho do mundo – imensurável…

O olhar vago incapaz de alcançar o horizonte – um lugar muito distante…

Um silêncio frio que deixa até os recônditos da alma gelados – graus negativos.

Aquele nó na garganta que não permite o menor fio de voz – nem um sussurro…

Um bramir de impaciência que faz perder a noção do tempo – minutos viram séculos.

Um barco à deriva

Um pássaro sem vontade de voar

Uma música incapaz de fazer dançar

Um desvario de solidão…

É isso que tua ausência me faz…

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Trechos de “A tua ausência me causa um caos”, de Néia Lambert. No blog Eterno 

A Gota

Um jeito, um gesto, um golpe de ternura

E a vida volta logo pro lugar

Uma palavra é uma coisa dura. Só sentimento pode libertar…

O tempo faz o jogo dos desejos

E eu sei que você sabe esperar o dia amanhecer por entre os dedos

E aí saber que o sonho é bom demais…

Felicidade, brilha no ar…

Quando estou em sua companhia

E nos seus olhos me deixo brilhar

Eu vejo aquela estrela fantasia

Mesmo sabendo que ela não está lá.

Felicidade, brilha no ar

Como uma estrela que não está lá

Conto de fadas, história comum

Como se fosse uma gota d’água

Descobrindo que é o mar azul…

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Da série: Coisas que nunca pensei que ouviria novamente. (Clique para ouvir: Felicidade, de Fabio Junior)

Esta letra já andou pairando por aqui há algum tempo. E é uma canção que verdadeiramente gosto demais. Desta vez ela veio parar aqui porque nunca imaginei que fosse ouvir novamente esta música, e no final de semana ouvi…

Abraços

Neo

Make the Diference…

Navegando nesta grande rede me deparei com uma história chocante de superação e garra. Mais uma dessas histórias que mostram que quando a gente se junta, tem uma força imensa. Mostra que quando nossa força vira ação, somos capazes de muita coisa, somos capazes até mesmo de chamar a atenção de quem pode mais. De quem pode ajudar. Talvez você até já tenha visto esta história, mas achei que deveria compartilhar aqui.

Panyee FC, um time de futebol criado em 1986 por crianças em uma vila flutuante na Tailândia, fez algo impensável. A história acabou dando origem a uma campanha publicitária do banco Thai Military Bank, chamada “Make the Diference”, em português “Faça a Diferença”.

Segue abaixo uma tradução livre do depoimento no vídeo:

….

Na ilha onde vivemos todos gostávamos de futebol, mas ninguém jamais havia jogado. Vivemos em uma pequena aldeia flutuante, onde é muito difícil encontrar espaço. Os únicos esportes praticados aqui são a corrida de barcos, ou então contar histórias sobre o tamanho dos peixes pescados. Um dia um dos meninos teve uma idéia: ele sugeriu que formássemos nosso próprio time. Quando as outras aldeias ouviram o plano, acharam ridículo. Percebemos que eles estavam certos. Não tínhamos lugar pra jogar e nem mesmo para treinar. Tínhamos a equipe, mas não o campo, e isso era um problema por causa do lugar onde vivemos. Teríamos que criar nosso próprio espaço.

Então, começamos recolhendo madeira velha em torno da aldeia. Amarramos algumas jangadas de pescadores em conjunto e trabalhamos muito depois das aulas para finalizar a construção do campo flutuante. Depois de muito trabalho, tínhamos o nosso próprio campo. Ele era instável e tinha muitas pontas de pregos em todos os lugares. A bola caiu na água muitas vezes, assim como nós. Então aprendemos a jogar em uma superfície molhada e escorregadia.

Numa certa manhã um garoto veio trazendo um panfleto do continente. Era sobre um torneio de um um dia. Não sabíamos se éramos bons o suficiente pra entrar, mas decidimos que participaríamos de qualquer jeito. Chegamos no torneio muito nervosos, mas conforme jogamos percebemos que íamos bem. Nossas habilidades tinham se desenvolvido no campo de madeira e as grandes traves eram um alvo muito mais fácil do que nossos pequenos gols. Então chegamos à semifinal. Neste jogo começamos mal. Chovia muito e nossas chuteiras se encheram de água e isso nos atrapalhava. Depois de um tempo ruim, precisávamos fazer algo, então tiramos nossas chuteiras e começamos a jogar melhor, marcando 2 gols e igualando o placar, mas um gol no último minuto deu a vitória ao outro time. Ficamos desapontados, mas felizes por termos ido tão longe. E o restante da vila estava orgulhosa de nós. Depois disso, o futebol virou o passatempo número um. Também foi construído um novo campo liso que não tem pontas.

O clube que eles começaram é agora considerado um dos melhores times de futebol do sul da Tailândia. Eles são Campeões da Juventude de 2004, 2005, 2006, 2007, 2008, 2009 e 2010.

Qualquer que seja o desafio da vida, se você acha que pode fazer a diferença… dizemos que você pode!

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Abraços

Neo

Olhares…

Porque pinheirinhos de natal sempre serão mágicos, assim como a saga Harry Potter.

Porque chuva nunca deixará de lavar a alma, assim como cobertas e filmes sempre combinarão com frio.

Porque preto sempre parecerá emagrecer quem o usa uns cinco quilos, assim como chocolate nunca deixará de consertar corações por alguns minutos.

Porque nunca existirá uma cena tão genial para ilustrar a passagem do tempo quanto aquela de Notting Hill, onde toca “Ain’t No Sunshine”, assim como eu nunca deixarei de fazer tudo errado (e de rir disso no final).

C’est La Vie.

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Republicado com autorização.

Texto de Jéssica Carvalho, do blog Tudo Alheio, que é uma delícia.

Muito obrigado, Jess.

Alvo…

É o que pulsa o meu sangue quente

É o que faz meu animal ser gente

É o meu compasso mais civilizado e controlado

Estou deixando o ar me respirar

Bebendo água pra lubrificar

Mirando a mente em algo producente

Meu alvo é a paz…

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Trechos de Compasso, by Ângela Rô Rô

Tentando expressar um pouco do que vai aqui…

Traço do Arquiteto…

Pra ouvir enquanto lê e vê, “Linha do Equador”, por Djavan.  Aperte o play…

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Este céu de Brasília num cair de tarde nublado nesta semana, foi a coisa mais linda de ver.

Entre prédios, fios e postes da selva de pedra, o céu que nos cobre é o mesmo que surpreende com seu show diário de tonalidades e de perfeição… que eu não poderia deixar de compartilhar aqui.

Perfeitos contrastes…

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Como a pressa do carro passando entre árvores enquanto os últimos raios de sol lutam pra iluminar entre as nuvens carregadas…

A pressa da cidade sob o céu colorido de azul e e cinza…

Da sutileza de nuvens brincando de formas sob o céu carregado…

Ou ainda do sol espalhando seus últimos raios do dia buscando vencer as nuvens carregadas de chuva e de uma beleza rara.

E por fim o contraste da luz artificial na beleza da noite quase completamente instalada e completa sobre nós…

Igualmente maravilhoso, foi escrever este texto ao som de “Linha do Equador”, e poder compartilhar aqui com você que me visita e sonha aqui comigo.

Grande abraço!

Agradecimento especial a alguém que me ensinou a enxergar o céu com outro olhar. Obrigado!

Neo

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Imagens: Fotos não profissionais, tiradas por Neo, num smartphone LG Smart GW550 – 3.2 MegaPixels.

Trilha Sonora: Linha do Equador, by Djavan.