Ensaio…

De que jeito ficará?

Por onde foi cambalear quem deixou sem muro, grade ou portão a nossa solidão que nunca foi de passear

Desatina numa usina fabricando amor e se faz de morta por supor que é só um ensaio…

Sendo assim me resta então aproveitar delícias neste caos

Seguir enfim nas curvas desta espiral os improvisos que interessam mais

Enquanto eu for capaz de me surpreender….

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Neo

Da música de Jay Vaquer

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Hecatombe…

Quando você vem extrapolando minha escala Richter

E o tremor também vai soterrando meu discernimento

Quando mais ninguém procura nas fissuras de um passado

E a rotina tem que lidar com ferros retorcidos

 

Quando você vem desmoronando minhas estruturas

Pra dançar tão bem nos entulhos das lembranças vagas

Procurando alguém pelos resquícios do que foi vontade

Indo mais além nos escombros do que desejamos ser

 

Quando você vem extrapolando minha escala Richter

E o tremor também vai soterrando meu discernimento

Quando mais ninguém celebra nas ruínas daquele futuro

E a rotina tem que dizer amém

 

Quando você vem desmoronando minhas estruturas

Pra brindar com quem esquece das lembranças boas

Procurando alguém pelos resquícios do que foi covarde

Ficando aquém nos escombros do que evitamos ter

 

Haverá quem queira gastar a saliva pra destruir

Haverá quem queira lamber as feridas pra distrair

Haverá…

Cismo aguardar outro sismo

Presença hecatombe…

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Neo

Da música de Jay Vaquer